Eis o que aconteceu queridos leitores :
Eu deixei o meu lado obscuro prevalecer. Alguma coisa no meu inglório passado fez com que eu tivesse medo de mostrar meus verdadeiros sentimentos.
Agora eu estou aqui sentada num parquinho, num balanço de criança me questionando sobre o ápice da minha suposta loucura.
Eu afastei pessoas, talvez por medo de que ela se aproximassem demais. Eu cheguei a pensar que não precisava de mais ninguém, e esse foi o meu erro.
Eu espero que as coisas voltem ao normal, não quero mais ficar sozinha e confusa.
Uma vez eu li que é melhor nos machucarmos do que não sentirmos nada.
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Sabado passado minha mãe me disse que eu fiquei em estado de semicoma e que eu poderia ter morrido.
Eu sempre encarei a morte, mas dessa vez eu me assustei.
Eu não comia a quase 2 semanas, e estava transtornada naquele dia. Decidi tomar um LAMITOR (estabilizador de humor), antes do show.
Lá eu me sentia estranha, deslocada, mas ao mesmo tempo em estado de euforia.
Como disse meu psiquiatra eu comecei a delicar, sai da realidade.
Então eu bebi um copo de vinho em fim de me tranquilizar. No segundo copo eu já estava "alegre".
Só me lembro de ter começado a falar inglês e então desmaiei pela 1° vez nos braços de um alguem.
Quando abri os olhos estava no chão do banheiro, e a Isabela estava olhando pra mim, chorando.
Eu não conseguia parar de expelir tudo aquilo que me fazia mal, então eu desmaiei pela 2° vez.
Quando acordei havia 3 pessoas tentando me ajudar, então vieram policiais, o chão e a parede estavam "pintadas" de vinho, e eu já não me encontrava em mim.
Fomos para o carro e eu chorava por não entender, por desespero, então desmaiei pela 3° vez.
Me lembro das luzes dos postes da velocidade do carro, e de um entrelace das minhas mãos com as dele, isso me deu força.
Chegamos em casa, novamente meu corpo tentava expelir todo aquele mal, enquanto senti um braço em volta de mim, me segurando.
Desmaiei pela 4 vez, eu senti enquanto estava debruçada na grama o orvalho que tocava meu rosto.
Me fizeram comer, me trocaram e enfiaram agulhas em mim. Eu abraçava e chorava perante a Isabela.
Enfim adormeci.
No domingo quandoacordei só um nome latejava dentro da minha cabeça, fix uma ligação e chorei.
Passei dias agoniantes seguidos de flash backs do sábado.
Acho que estou melhor apesar de ainda ter algumas crises, e minha mãe querer me internar.
Estou tomando 6 tipos de remédios. (Exodus + Zyprexa + Lamitor + Rivotril = albinha feliz, estável e normal. )
Estou bem, consigo sentir a brisa longínqua baer no meu rosto novamente, consigo sentir a luz e o calor o sol que a tempos não me permitia tocar.
Enfim voltei a ver cores.
Hoje meu pai disse que me amava, e minha mãe beijou minha testa quando acordei.
O resto ainda será escrito.....
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"Uma vez eu li que é melhor nos machucarmos do que não sentirmos nada."
ResponderExcluirBem verdade... não sentir nada cansa muito.