
Eu espero com todo meu tolo e fraco coração, que você melhore, que fique bem consigo mesmo, porque, eu não sei, eu simplesmente não sei o que se formou dentro de mim ao estar contigo. Você sabe que sou boa com palavras, mas não sei como posso parar de falar contigo, se essas palavras que exalam da minha boca pra que cheguem aos teus ouvidos que um dia eu beijei. Eu entendo, você acha que não, mas eu entendo. Você quer se curar antes de tudo. Mas eu sou egoísta e não sei se posso aguentar ao saber que quando estiver bem ainda se lembrará de mim.
O que faço? O que fazer se era pra você que eu contava meus desejos e segredos.
Era com você que eu compartilhava horas de insônia, e separadas vistas ao céu.
Foram meses de conversas reclusas e olhares quando nos mesmos lugares.
Agora que te tive, como posso te perder? Assim?
Se é nos teus cabelos que entrelaço meus dedos, se é nas pontas dos pés que tenho de ficar para alcançar tua boca que eu tanto almejo.
Entre fumaça e saliva, tirastes de mim minha armadura.
Permiti que me olhasse nos olhos, e encostasse sua face à minha.
Contudo, eu esperava algo promissor, concreto, só assim poderia ser tua de alma e corpo.
Mas você me deixou....
E agora fico aqui, contando as horas, olhando para o celular esperando por um sinal teu.
Não suplicarei juras de amor, nem compromisso com a minha pessoa.
Eu apenas quero poder te abraçar e te dizer o quão lindo você é, como as estrelas brilham só para você.
Agora, me sinto como todas. Sendo que um dia fui a única.
Queria poder transformar tudo isso num livro ou numa redação qualquer. Mas não posso... não posso.
Agora, Alba, Reflita e tenha como conseqüência a dor e a agonia de querer sem querer.
Fim.
vesper