terça-feira, 6 de julho de 2010

Go sleep, young dreamer.


Não durmo, nem espero dormir. Nem na morte espero dormir .Espera-me uma insônia da largura dos astros,E um bocejo inútil do comprimento do mundo.

Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir. Sou uma sensação sem pessoa correspondente,Uma abstração de autoconsciência sem de quê.

Que horas são? Não sei.Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,Não tenho energia para nada, para mais nada...Só para estes versos, escritos no dia seguinte.Sim, escritos no dia seguinte.Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte...

Há tanta coisa pra ser dita, mas parece que estou com um nó na garganta e sinto uma dor enorme no peito. Tenho medo da solidão, mas acho que você já não se importa com isto na verdade sinto que já não tenho mais importância. Sinto-me descartado como um objeto sem valor que já não faz mais sentido e sei que logo, logo vagarei pelas sombras outra vez.

Entretanto, a insônia inspira-me. Em vez de dormir e apenas sonhar, estou aqui acordada escrevendo os meus sonhos, tornando-os imortais...

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